Eu, não posso! Apesar de ser biologicamente saudável.
Não posso porque desconheço o poço sem fundo das minhas vontades, porque às vezes sou meio dona da verdade e porque não acredito que um filho há de me resgatar daquilo que não entendo ou aceito em mim.
Acredito que a convivência é um exercício que nos eleva e nos torna melhores, mas, esperar que um filho reflita a imagem que sonhamos ter é no mínimo crueldade.
Não há garantias de amor eterno e o olhar de um filho não é um vestido de seda azul ou um terno com corte ideal. Gerar um fruto com o único intuito de ser perfumada por ele no futuro é praticamente assinar uma sentença de sal.
Filhos não são pílulas contra a monotonia, pílulas da salvação de uma vida vazia e sem sentido, pílula “trago seu marido de volta em 9 meses”.
Penso que antes de cogitar a hipótese de engravidar, toda mulher deveria se perguntar: eu sou capaz de aceitar que apesar de dar a luz a um ser ele não será um pedaço de mim e portanto não deverá ser igual a mim? Eu sou capaz de me fazer feliz sem que alguém esteja ao meu lado? Eu sou capaz de abrir mão de determinadas coisas em minha vida sem depois cobrar? Eu sou capaz de dizer “não”? Eu quero, mesmo, ter um filho, ou simplesmente aprendi que é para isso que nascemos: para constituir uma família?
Muitas das pessoas que conheço estão neurotizadas por conta de suas relações com as mães. Em geral, são mães carentes que exigem afeto e demonstração de amor integral para se sentirem bem e, quando não recebem, martirizam os filhos com chantagens, críticas e cobranças.
As mães podem ser um céu de brigadeiro ou um inferno de sal. Elas podem adoçar a vida dos filhos ou transformar essas vidas numa batalha diária cheia de lágrimas, culpas e opressões.
Eu, por exemplo, não consigo ser um céu de brigadeiro nem para mim mesma, quiçá para uma pessoinha que vai me tirar o juízo madrugadas adentro e, honestamente, acho injusto colocar uma criança no mundo já com essa missão no lombo: fazer a mamãe crescer.
Dar a luz a um bebê é fácil, difícil é ser mãe da própria vida e iluminar as próprias escuridões.
Território: Manaus - Amazonas (não crianças,aqui não é só mato não)
Aniversário: 4 de Abril
Status: Cursed Lone Wolf
Signo: Áries
Elemento: Fogo
Lua: Nova
Pets: Inuyasha & Mellody (Yorkshires)
Gosto: Bichos, noite, natureza, meus pets, meus amigos (os verdadeiros), anime, mangá, desenhar, ler, RPG, música dance/tecno, new age , rock, metal e suas vertentes
Não gosto: Novelas, pats, boys, drum'bass, axé, funk, pagode, brega, samba, forró, seguir modismos por pressão social, gente que vem me perguntar "se eu sei o que é um carro" ou "se eu sei o que é uma televisão", ou ainda me chama de "índia" apenas baseado no local onde moro. Caras-pálidas, aqui NÃO é só mato com bichos atravessando a rua toda hora, nem os garotos daqui tem que passar por algum ritual de matança de jacarés ou onças pra conquistar a maioridade. Aqui isso acontece como em todo o mundo: o indivíduo pega um carro,geralmente sem o conhecimento prévio dos pais,e sai pra encher a cara pra mostrar que já é "gente grande"
Lema: "The night could be dark, but the Moon is with us, and the Sun will rise"
Great spirit guide my path...allow my footing to be sure and silent.
Let me not tread harshly upon my mother earth.
Thank you, for the sun that warms my den,
the moon that lights my way,
and for the shadow of the trees that protect me.
Grant me the sight to see that which ensures my existence.
Grant me the ability to provide for those that depend upon me.
Grant me strength of body, spirit, wisdom, and honor.
Into the night sky I raise my head and voice in praise to you...
Creator of all living things.